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Artisan’s Asylum and the Importance of Design

October 2, 2012

Long time, no posts… I’m back!

In his Code+Printing post, my friend Vitor Pamplona wrote about the revolution that will happen when we empower local users with ways of printing their own custom circuit boards. A couple of weeks before that post, he led me and some friends in a visit to Massachusetts-based Artisan’s Asylum, a non-profit-oriented fab lab. Fabrication labs are these semi-public spaces organized as idea-making workshops, full with carpentry tools, laser cutters, 3d printers, water-jet cutters.

At the Artisan’s Asylum, local artists, hackers, inventors and makers can hire a small cubicle workspaces, where they also keep personal tools and goods. Everyone is encouraged to share ideas, promote courses and so on. For us brazilian students and faculty, who struggle to maintain specialized labs, a space like that seems to be the ideal tool for solving the systematic lack of innovation in our society, specially in the academy. That was my opinion when I used to be a regular visitor at the MIT Media Lab’s fab lab as well.

So here it is:

A Fab Labs is the ultimate tool for empowering inventors and alike to come up with their amazing ideas…

Or is it?

I have a more down-to-earth opinion.

The first time you go to a place like that you become very impressed with all the machinery and the possibilities. You even become a bit jealous that we don’t have more widespread access to such labs. It feels that everything would be possible if a fab lab was present in every medium+ town.

Then I realized that something was missing, even at the huge Artisan’s Asylum: the place is full of interesting artists and inventors, most of them making stuff out of garbage, but there seems to be an universal lack of profitable ideas! Apart from Vitor’s own EyeNetra, which is already leaving the Artisan’s Asylum, I realized probably none of the ideas there would become widespread consumable goods.

Of course, that’s actually not the goal in the first place…

It became apparent that the Artisan’s Asylum format was indeed very interesting as an answer to the problem of disposing consumer electronics and appliances. Instead of ending up in landfills, broken stuff is made useful by these post-modern manufacturers, who render a new inverse interpretation for the term Long Tail.

It is an important achievement in itself, but it also means that the Artisan’s Asylum cannot survive without the indirect help of large-scale manufacturers, which make goods (primers, consumable, whatever) become cheap and accessible.

But not all fab lab ideas are only hippie-art-piece-making. So, what is in EyeNetra that some of the other ideas were lacking? My guess is the combination of three things:

  1. Entrepreneurship and ambition (that I might discuss in a later post);
  2. Good engineering (which you’re all very familiar with, so I won’t talk about it);
  3. Proper DESIGN (which I’d like to discuss now).

It appears that things go well only when these three things happen to be in harmony and balanced. I’ve been thinking about this for a while: Engineers make stuff that works (mostly hardware), software engineers make software that works (not always), but none of them translate ideas into great ideas. Designers DO

*as a side-note, entrepreneurs have the skills to make peopleware work, and thing then happen.

Some engineers (software included) happen to be self-taught designers, and I’m an advocate of the universality of access to knowledge. But I can see the difference  good design schools can make to a whole region/country. In Rio de Janeiro there’s ESDI (first design school in South America, inspired at the german Bauhaus). There are design schools in every (semi) developed city in Brazil: São Paulo, Porto Alegre, Recife, etc.

That’s been the goal of an experiment I’ve been assigned for the past few months: I’ve been helping create a design team at a local company, and the short term results are already present (and amazing). The design team not only helped create better products, but is also inspiring others to come with out-of-the-box ideas and further develop their own ideas.

Design alone is no silver bullet, of course. Vitor was keen to tell me that half of Artisan Asylum’s users are actually designers! So, don’t forget that the three things (engineering, design and entrepreneurship) have to be in balance.

But my advice for now is: embrace design!

Sobre os Protestos em Teresina (Riots in Teresina, in portuguese)

September 2, 2011

Discussão que tive com uma arquiteta (via book of faces) sobre o significado dos protestos estudantis que estão acontecendo em Teresina por conta do aumento das passagens de onibus. Ela pediu permissão para colocar no seu blog, o que estou fazendo também. Omiti os comentários iniciais de pessoas que não me deram autorização para reproduzir aqui…

O comentário inicial foi uma alegoria sobre a queima do onibus que ocorreu hoje (galeria de fotos pessoais no fim)… Segue a discussão:

Erick Passos no RJ fazem isso a anos. O serviço continua péssimo, sem integração alguma, e a passagem é bem mais cara. Massa de manobra + instinto gregário + pouco dicernimento = …

Larissa Tollstadius - Erick, não acho que o serviço de ônibus no rio continue o mesmo de sempre não. Aliás a cidade de um modo geral, pra o que era nos anos 90, pra como tá agora melhorou. O trasnporte é mais caro, mas também os percursos são maiores. Beleza que a última vez q eu andei de ônibus no rio foi num percurso “privelegiado”…

Colocar em risco a vida de pessoas inocentes? Sim o policial que desceu armado do carro na quarta-feira, e outro cidadão que tb desceu com arma em punho hoje estiveram sim colocando a vida dos manifestantes em risco.
EP - Sobre o RJ:
- Passagem R$ 2,50;
- Integração entre linhas de onibus: NÃO;
- Integração entre metrô, onibus e barcas: NÃO;
Eu morava em Niteroi, e o lobby para nunca abrirem uma licitação e estação de barcas em São Gonçalo beira a imbecilidade. Obriga o trabalhador que mora em SG a pegar 1 onibus até Niteroi, 1 barca até a praca XV, e talvez outro onibus no RJ.
- Total: R$ 7,50;
- Tempo: 2h+;

 LT - Eu sou de pagar pra ver no que vai dar essa manifestação. É complicado discutir o sistema de transporte, valoração de passagem, quais são os fluxos que tem dentro da cidade. Não sei de fato fazer uma avaliação decente sobre o transporte no rio. Achei fácil e confortável ir do Centro para Barra. E aí fica fácil também explicar pq há um bom meio de transporte para essa zona da cidade, área completamente burguesa. Fui para Niterói, mas apenas turistando. Mas o que eu diria, é que não sei se tem tanto fluxo de uma população de baixa renda entre Niterói-Rio. Niterói tem alguma infra-estrutura e mercado de trabalho para absorver essa galera. Mas vê? São muitas coisas a se considerar para dar um veredito. Uma situação complexa, mas que não é impossível de se resolver, desde que haja boa vontade.

Você tava na manifestação? Tanto a coisa tá errada, que esse policial que apontou arma pra galera foi detido. E o outro, o de hoje, foi um civil q colocou arma para cima porque é uma pessoa infantilizada. Há um movimento social, ele não compreende a necessidade desse movimento e não quis entrar na dança. Se sentiu contrariado e por birra apontou a arma para galera. Só que adulto com comportamento infantil é sim um perigo para população. Porque na hora que ele se sentir contrariado não vai pensar duas vezes em disparar. Fui dois dias, e acompanhei atos de revolta sim, mas pacíficos. é uma multidão? Sim. Mas que usa dos seus corpos para se manifestar. Se enfileiram para parar o transito. Cantam, gritam. Mas não agridem. Tiveram atos de maior violência? Sim. Foi incendiado um ônibus. Fato. Mas esses são acontecimentos pontuais. E ainda assim, são atos de reação.

Porque o poder público é burro! Cadê a guarda municipal de trânsito para criar rotas alternativas que desviassem os carros dos locais da manifestação? Carros subiram os canteiros por falta de uma guarda municipal que orientasse o reordenamento do transito. Não só uma manifestação interrompe o tráfico numa via arterial, as vezes um acidente, e a cidade deveria estar preparada para esse tipo de acontecimento. Pois é… quando o interesse é coletivo, alguns benefícios pessoais não podem ser atendidos. Mas ninguém fica completamente sem poder se locomover. Só não vai haver o mesmo fluxo dos dias rotineiros. Por que para que a prefeitura tome alguma providência, precisa haver um impacto. Nada disso estaria acontecendo se houvesse um atuação transparente da prefeitura. Se não houvesse um aumento de mais de 10% no valor de um serviço básico, enquanto não há reajuste no salário dos usuários.

EP - Sobre Niteroi: o fluxo de pessoas de São Gonçalo pro RJ é BRUTAL. Maior que todo o fluxo de onibus em The inteira.

E estava na manifestação sim. Vi como foi que incendiaram o ônibus, e aquilo não foi reação a nada. Acredito até que quem fez aquilo fosse algum malandrinho bem nascido só querendo bagunçar mesmo. É fácil se esconder no anonimato. Fiquei feliz que tem pessoas hoje falando em usar flores na manifestação de amanhã.

LT - Mas população de baixa renda? Mas veja que eu falei que não sabia se havia. E que não podia julgar. Acho natural que qlqr fluxo no rio, ou entre rio-niteroi seja maior do que em Teresina. Teresina não chega a ter 1kk de habitantes (até onde eu me mantive informada). Isso corresponde a que? A população de um bairro no Rio de Janeiro? O que a gente teria para comparar nesse esquema Rio-Niteroi, seria Teresina-Timon, mas se tento fazer isso, vou apelar para um achismo muito grande. Conheço demasiadamente pouco de ambas as realidades. E particularmente se fosse fazer um estudo sério, não sei se partiria para essas analogias.

EP – São Gonçalo é uma cidade-dormitório, tipo Timon, de pessoas de renda baixíssima.

Usei o exemplo pra mostrar um local onde a população costuma se manifestar queimando onibus. E cujos problemas são muito maiores que aqui, e mesmo assim NADA mudou. Amanhã vou estar lá de novo, ajudar a fazer número, mas continuo achando que queimar onibus é coisa de falso-revoltado.

LT - Usar flores na manifestação é bacana. Mas se vc tava na manifestação sabe que os atos de vandalismo são pontuais. O incendio do ônibus foi depois da reunião que houve com o prefeito que se mostrou inflexível em atender a pauta do movimento. E também foi no quarto dia de manifestações. Isso observando apenas essa manifestação em específico. De modo geral, o grupo de manifestante por avolumados que sejam, representam um grupo com menor poder. Além de serem em boa parte estudantes secundaristas, fardados. Imagina o impacto que não causa a esse grupo a figura de uma tropa montada? A figura do batalhão de operações especiais? Apesar do incêndio no ônibus, a coronel Júlia afirmou que a manifestação está sendo pacífica, é o que diz a reportagem aqui http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/09/estudantes-do-piaui-fazem-4-dia-de-protestos-contra-aumento-de-onibus.html

EP - A polícia (tirando as merdas do 1º dia) está até condescendente demais. O pânico das crianças lá era totalmente desmedido quando viam uma farda.

Os atos de vandalismo são pontuais sim, e são eles que estou criticando. Na minha opnião, a PM tá apoiando o movimento, e só uns poucos não percebem isso.

LT - Não sou a favor de queimar ônibus não… só acho que a situação deve ser vista diante da complexidade q ela envolve. Pois é? As crianças chorando quando vêem uma farda pode indicar alguma coisa… seria bom que as crianças ao verem um policial se sentissem seguras e não amedrontadas. Isso porque o significado simbólico construído em cima da figura do policial está se invertendo. Po Napoleão pode ter sido escroto, imperialista, mas ele conseguiu no governo dos 100 dias, retomar o poder, só caminhando =x Sem disparar uma balinha. Há a polêmica se a manifestação tem que ser pacífica ou se só chama atenção com algo mais incisivo. Acho que parar o trânsito é uma boa. Ou que nem tava fazendo hoje a noite, pedindo pra galera descer do carro e empurrar. Ocupar o palácio tb acho uma boa. Fica lá sentando, enchendo o saco do prefeito. Faz festa, toca música, grita.

EP - Acho que vcs tão inflando demais o significado do que tá acontecendo.

Já vi isso antes…

LT - ó, eu nunca vi de perto. Um amigo meu comentou que rolou algo parecido esse ano em Vitória. Mas não sei quanto tempo a manifestação demorou por lá. E como assim inflando o significado? Vc tá falando isso por eu falei em complexidade? xP

EP - Não exatamente pelo que você falou, mas por outros comentários que já vi por aí. Uma pessoa chegou a citar que se sentiu “derrubando o capitalismo” (menos, por favor).

Eu já comemorei derrota do PFL aqui na porta do TRE, acompanhei aquele “movimento” cara pintada, que não passou de massa de manobra do interesse vigente (congresso não tava sendo bem pago pelo collor, e a midia não tava satisfeita tb, então tava na hora de tirar o cara). Sim o Collor saiu, e a turma que ficou era a mesma coisa (sinto vergonha alheia por quem participou daquilo).

Cansa ver os mesmos padrões se repetirem e as pessoas se iludirem achando que agitando pra chamar atenção se constrói algo… Chega daqui a um ano, vão votar no primeiro pateta que usar essa bandeira (mas que vai tomar suas decisões por trás pelos mesmos motivos mais egoístas, como sempre – foi assim com o PT).

Só acredito em movimento construtivos: estudo, trabalho

O que me entristece é que a galerinha que tá aí, num movimento que tem sua validade, talvez seja até mais alienada que a daquele tempo…:(

LT - Sim… eu lembro que faz um tempo eu vi uma galera se manifestando ali no palácio de Karnak e não achei ngm com cara de revoltado, pareciam mais tá se divertindo.

E isso é a graça e a desgraça de um movimento desse. Tem de tudo, tem partido querendo se aproveitar, tem gente que tá achando gostoso tá dentro de uma multidão, tem gente que se aproveita para nos gritos descarregar suas raivas pessoais. Não há um movimento puro em favor da queda do aumento. Mas acho que não haveria condições de existir.

Mas confesse, que não há um certo gosto, egoísta que seja de estar sob os holofotes? Talvez vc não tenha agora (se acompanhou a queda do Collor já deve ter tido uns dias para amadurecer) mas em certas fases da vida é bom se sentir parte de um grande movimento.

Sem contar que as vezes a gente perde o foco na realidade, sonha, imagina, idealiza. Humanos…

Sou a favor de uma orientação construtiva também!

EP - Você encontrou o principal motivo do movimento: se sentir parte de algo grande… Tem os pontos positivos nisso, claro.

Mas eu fico triste com comentários nesse tom: “quero é que exploda…”

Eu não, queria ajudar a contruir uma cidade pacata, cidadã e boa de morar, e não é assim que vai ser.

A prefeitura é fraca, os governantes em geral (dir, esq, todos) são fracos, oportunistas e pouco inteligentes.

Nos somos fracos, oportunistas e não gostamos de estudar.

LT - Mas o que vc enxerga nisso? Eu enxergo pessoas com uma baixa auto-estima, que não acreditam no seu pontencial construtivo e portanto libertador. Baixa auto-estima que é bem vinda para que o sistema permaneça tal qual é… desiquilibrada, excludente. Então, sou a favor de olhar tudo com muita calma e carinho mesmo. E carinho até pelos vandâlos xP Carinho não é permissividade. Os limites tem que ser impostos sim… mas não é sair xingando e reclamando.

Gostei bastante do texto dessa menina!

Mas vou te falar um ponto positivo dessa manifestação. Ela tá movimentando a cidade. Está fazendo as pessoas falarem. Ela é provocativa… taríamos aqui conversando não fosse ela? Ela faz pessoas que discordam discutirem…fato. Mas o importante não está na discussão, está na condição criada para o dialogo. E isso não é bom? Fazer os outros acordarem para se posicionar?

EP - Bem, é certamente uma visão holística e valorável sobre isso tudo. Eu só acho que isso é muito POUCO. É quase um conformismo, tipo: “que massa, a cidade ta um caos, olha como conseguimos algo lutando”, e acham que isso é o caminho suficiente.

Revolta sem educação = Haiti, Somália

Eu não sou nenhum conformado, pelo contrário. Como professor no IFPI tenho a minha “missão”: combater essa baixa auto-estima, arduamente. Meus alunos vão concordar.

Eu acredito que a capacidade criativa, o estudo e o trabalho são a maior força libertadora.

E pra fechar meu ponto. Eu não precisei desse protesto pra ser inconformado e lutar da maneira que falei acima. 99% das pessoas que tão discutindo agora instigadas por isso vão votar nas mesmas pessoas e continuar valorizando pouco o ensino.

LT - São sim. Quando eu falo em potencial construtivo, coaduno com sua ideia de criatividade, estudo e trabalho. A educaçao como libertaçao, Paulo Freire o/ Seria a maior revolução.

A manifestação é um ato pontual. Se olharmos o processo de modo abrangente xP

EP - Correto. O processo é abrangente…

Só queria que mais pessoas LESSEM essa discussão. LERAM?

:)

File Systems: from office analogy to obsolecense

July 16, 2011

An opinion on the rise and fall of file systems APIs.

In the dawn of operating systems, there was a need to design a hardware and data structures to store persistent information generated (or used) by user programs. We know the rest of the story: tapes, floppy disks, hard-drives and now solid states, always driven by the OS’s file system implementation over the I/O driver API.

Files and directories/folders, organized as a hierarchical  trees (or directed graphs, if you consider links/shortcuts) were designed as an analogy to the file cabinets in offices of that time. This structure fundamentally never changed, and features such asynchronous writes, extensible meta-data, journaling or anti-fragmentation block sharing, were developed basically to increase performance and reliability.

All operating systems flavors always exposed file systems both as an API (for programmers) and through the (in)famous shell application (directly to users, programmers or not). The change from shells to visual file explorers can be seen as a natural consequence of a change in the perception of who was the REAL target audience of personal computers: non-programming users…

Initially computers came with only basic software: OS + file system + process management, a shell, and a programming language compiler, so the “user” could develop programs to automate his/hers personal tasks and help solving problems. Sometime during the late seventies/early eighties, the success of local software houses showed the existence of a huge market for off-the-shelf software products. The visual desktop (MacOS, Windows, Unix’s X window managers) was designed to resemble a real working desk, but there, somewhere in the corner of the room, the file cabinet analogy persisted.

However, criticism always existed, and together proposals for getting rid of this analogy: David Gelernter’s Life Streams were based on the perception (I’m not convinced of this) that humans organize their life experience as a timeline, and proposed to organize information (aka fine grained file objects) this way. This project never took of, but it’s an interesting read anyway. User interface super star Jacob Nielsen even proposed a nerd-friendly interface to replace the desktop analogy: Anti-mac interface. I think both ideas really missed the point.

What actually happens is that files are not really important, data is not the key concept to our daily lives, but processes are. This means that file system interfaces are a bit like XML, a very good machine-readable format, but an awful interface to be directly exposed to the users. However, our digital lives were always dominated by the applications we use to help us with daily tasks: writing texts, listening to music, etc.

Evidence to show this importance is everywhere:

  • Most of non-technical users I know always use the recently-opened documents list, or even open the application first, and looks for the document through the “Open File” explorer interface;
  • Most mac users don’t even know where their music files are, since it is much easier just to open iTunes and use its context-designed interface based on music meta-data such as artist, record, etc;
  • Have you ever felt the need to know where are the Google Docs files stored? Me neither…:)

Based on this, I now completely understand Apple’s strategy of not exposing a file system interface to their iOS devices. The same happens to Google Docs and this analysis of their strategy for G+. In both cases, there are options to import/export “normal” files (through iTunes, and upload/download in case of gDocs), so there can be a smooth transition from the “old” paradigm. These options might always exist (even if only through hacks), since power users always want more control, but the thing is that for most users, dealing with files is not necessary at all.

I’d like to hear from anybody if you have evidence to the contrary (or supporting it). Now that cloud services are so much in evidence, is the normal user finally get rid of the FILE?

And please, I’m not defending Apple’s or Google’s policy in general, just observing a tendency in how people organize their personal content.

The Open Internet and Content Generation

July 16, 2011

A short opinion piece.

There’s much discussion about Google+ placement and strategy, specially when compared to facebook and twitter. I think many people just missed the point and I suggest checking this analysis to understand the grand design. It’s a very strong strategy to take the power from the Desktop OS after decades.

One question is fundamental in this matter: given that facebook’s news feed (status updates) is closed (you can’t read it from outside facebook’s interface, mashups are restricted to: like, follow, comments), some might say that being G+ open to any mashup the problem is solved. But there’s another problem: people has already stopped using email (in favor of FB’s personal messages), and most people don’t produce content (basically posts links to content they like).

So where does all this content (that we post as links) comes from? Blogs, news portals and the like. But apart from some personal bookmarks (mental or not), everybody looks for interesting content by using a search engine (or news feed search engine). So it is FUNDAMENTAL that the popular search engines remain unbiased.

Imagine if FB, releases a search engine from inside their interface. Do you think they’ll be as open as Google in separating real search results from ads (I honestly don’t know)? And what can be the implications to freedom of speech and the role of the press? Who governs how FB (or Google) filters the way we find content?

I decided to write this because after joining FB, and more recently G+, I was wondering if I still needed this site/blog. Then I remembered that I still need to keep resources to my students, and after that I decided that it is important to keep content distributed through different providers (google, wordpress, fb, twitter, and others) since it’s the competition which, in the end, might help us avoid the Orwellian society nightmare.

Linux: My First Contact

July 16, 2011

This one is for the nerds, naive and passionate about technology. It’s just something to remember. A snapshot of a time when the term hacker was still used to referring people who just loved knowing how stuff works, and not the headless bankers of today.

I remember the dawn of public internet in Brazil. It was early 1996 when I signed up as the 5th user of a local ISP in Fortaleza-CE (Roadnet was its name). At that time, everything was nerdy and amazing (a bit naive as well). To grok C, makefiles, TCP/IP, telnet, ssh, ftp and other underlying technical foundations was something to brag about, and somehow a consequence of the love we all had for the new star OS: Linux…

The first time I had contact with Linux was also in 1996. My uncle “Sizoca” presented me me a CD with the Slackware 3.0 distro. I remember the stable kernel that came with it was 1.2.13, and 1.3.18 the beta one. Early days yet indeed…:) Me and friends Mateus and Carlos spent all night long trying to do a very careful install, custom designed to fit all of Mateus’s PC specs. Madly enough, we read every package description before opting to install it or not.

It was around 4pm when we started to configure the custom kernel compilation. Manually choosing which drivers (and their options) to include for network, sound and other hardware adapters was exciting, and used to give us the sensation that our fine-tunned kernel would give us blazing speed, exploiting all of the available BOGOMIPS power of the underlying machine. That was before the popularization of loadable kernel modules, which basically rendered custom kernel compilation unnecessary for future distros/installs.

Following the boot-up process was mind-blowing. I remember somebody commenting this: “do you know why there are so many strange messages during the boot process? It’s because Linux is actually using all of your computer resources, instead of hiding this from you”. Lol, one can argue that the comment is not actually true, but it is funny to see how a technology can make someone passionate about it.

Accessing the internet with your carefully configured Linux box used to give you that felling of safety and power over the mere mortals. Even if it was impossible to use WinModems (ruim-modems, as we used to say in portuguese), creating shell scripts to automate the dial-up process was a pleasure, in the same way planning a play as a child was much better then playing it itself. Doing it from a Linux-powered (by hand, not factory default as crappy netbooks of today) was even better.

Things I remember and miss (more or less):

  • BitchX
  • Lynx
  • Doom
  • XF86Config
  • make xconfig
  • the “./configure – make – make install” loop
  • man pages
  • The Enlightenment Window Manager

Did I forget anything important? I’ll finish with a personal opinion:

Now that Linux is pretty much consolidated in the server and embedded (mobile included) market. However, I still think it haven’t (and never will) got a place in the ordinary user Desktop. Given that Linux’s future is well secured because of its relevance in the server/embedded/mobile space, why waste energy trying to convince people to use it in the Desktop? Nerds still love to have something to call their own, and theirs only…:)

NETRA/CATRA Wins Vodafone Foundation’s Wireless Innovation Project Award

April 13, 2011
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I’m pleased to announce that NETRA/CATRA, our project on self-assessment devices to detect and measure eye problems has won the 1st prize in the Vodafone America’s Foundation Wireless Innovation Project:

We’re very happy with this prize, that granted more U$ 300k to continue pursuing our goal of helping people to become more aware of their vision capabilities and limitations.

Meanwhile, we still need your help to win the MIT Global Challenge award and grant U$ 25k to help the world’s largest eye institute (LV Prasad/India) do field tests of our new device to detect and quantify cataracts. Please, register and vote for us:

NETRA/CATRA at the MIT Global Challenge

More info:

CATRA Project Website

NETRA Project Website

In the news:

Sun Herald

Business Wire

CATRA: Detection and Mapping of Cataracts Through an Interactive Approach

March 10, 2011
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This is the main research project I’ve been collaborating with during my stay at the MIT Media Lab. It’s the design of an optical device, plus a series of interaction techniques, which for instance can be devised in a smart phone, to detect and map cataract spots in the human eye. There’re many interesting aspects of this work, but the most important contributions to the scientific community are:

  • A co-design of optics and interactive software. Collimated beams of light scan through sub-apertures of the crystallin lens in order to screen for cataract opacities. There are no moving parts, to increase safety and accuracy of the technique, and the device can be composed of a smart phone with a clip-on attachment.
  • Four interactive methods to assess size, position, contrast and point-spread function (PSF) of cataracts in the human eye. There’s no need for a trained clinician since the interaction if very simple and based on straightforward visual tasks. These methods can also be used to detect opacities in other types of optical systems such as camera lenses.
  • A rendering module that simulates the vision of a cataract-affected eye, based on the real data extracted from the test on an individual. This image-based simulated rendering takes into account physical phenomena such as diffraction and depth-of-field, based on detailed eye parameters such as accommodation, pupil size, and the maps generated by our device in a cataract screening test.

We’ve got a paper accepted for SIGGRAPH ’11 describing the device, the interactive techniques, the simulated rendering, and also showing the results of our evaluations. From the paper abstract:

We introduce a novel interactive method to assess cataracts in the human eye by crafting an optical solution that measures the perceptual impact of forward scattering on the foveal region. Current solutions rely on highly-trained clinicians to check the back scattering in the crystallin lens and test their predictions on visual acuity tests. Close-range parallax barriers create collimated beams of light to scan through sub-apertures scattering light as it strikes a cataract. User feedback generates maps for opacity, attenuation, contrast and local point-spread functions. The goal is to allow a general audience to operate a portable high-contrast light-field display to gain a meaningful understanding of their own visual conditions. The compiled maps are used to reconstruct the cataract-affected view of an individual, offering a unique approach for capturing information for screening, diagnostic, and clinical analysis.

More information:

Official Website

Paper

Some images from the project:

Smart phone prototype

Smart phone prototype

Controlled evaluation

Controlled evaluation

Manually Operated Prototype

Manually Operated Prototype

Simulated Rendering of Cataracts-affected Vision

Simulated Rendering of Cataracts-affected Vision